Novo material poderá ser utilizado em coletes à prova de balas

As novas tecnologias estão presentes no desenvolvimento dos mais diversos materiais utilizados para diferentes fins, como é o caso de segurança contra impactos. Descobertas apontam a possível aplicação de nanotubos de carbono, como alternativa promissora e viável para esta finalidade.

O material foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, localizada nos Estados Unidos. Formado por nanotubos de carbono, sua resistência contra impactos de projéteis, em alta velocidade, supera placas de aço e até mesmo o Kevlar, uma fibra sintética considerada o material mais resistente do mundo.

Quais as características e aplicações do novo material formado por nanotubos de carbono?

Além de coletes à prova de balas, o material formado por nanotubos de carbono poderá ser aplicado, também, na blindagem de automóveis e em naves espaciais.

De acordo com informações sobre o estudo, divulgadas pelo site news.wisc.edu o novo material, chamado de “tapete de nanofibras” é composto por minúsculos cilindros de carbono com a espessura de um único átomo, combinados com nanotubos de kevlar. E qual o resultado dessa combinação?

Em decorrência da mistura de materiais tão resistentes, os pesquisadores deram origem a um ainda melhor na dissipação de energia do impacto de pequenos projéteis que se movem mais rápido que a velocidade do som.

Para Ramathasan Thevamaran, professor assistente de engenharia física da UW-Madison que liderou a pesquisa, “nossos tapetes de nanofibra exibem propriedades protetoras que superam em muito outros sistemas de materiais com um peso muito menor”.

Por que o novo material é altamente resistente contra impactos?

Os pesquisadores, ao desenvolverem o composto que origina o novo material, verificaram a existência de ligações de hidrogênio entre as fibras, responsáveis por modificar as interações entre as nanofibras, aumentando o desempenho geral do material.

“A ligação de hidrogênio é uma ligação dinâmica, o que significa que ela pode se quebrar e se formar novamente continuamente, permitindo que ela dissipe uma grande quantidade de energia por meio desse processo dinâmico”, afirma Thevamaran.

E os benefícios não são restritos à resistência ao impacto. Com a presença do kevlar no composto, o novo material torna-se estável em temperaturas extremas, ou seja, de muito frio ou calor. Assim, seria viável, por exemplo, sua utilização no espaço.

Mais informações sobre o estudo podem ser encontradas em um artigo publicado recentemente pelos pesquisadores, na revista ACS Nano.

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