Pegasus é acusado de invadir milhares de celulares no mundo todo

Com o avanço das tecnologias, são aprimorados também os crimes praticados em meio a elas. Conheça o Pegasus e saiba por que ele vem tirando o sossego de milhares de pessoas em todo o mundo e rendeu, inclusive, um pronunciamento do fundador do Telegram, Pavel Durov, a respeito do assunto.

Pegasus consiste em um malware, software malicioso, criado pela empresa israelense de cibersegurança NSO Group, com o objetivo de invadir celulares para espionar pessoas. É considerado um dos programas de espionagem mais completos e avançados, capaz de atacar tantos aparelhos Android, quanto iOS.

Desenvolvido para ser comercializado para agências governamentais, passou a ser utilizado, de forma antiética, por pessoas de dentro dessas empresas, que se aproveitam da falta de regulamentação jurídica.

O software ficou conhecido, em 2020, ao supostamente ter sido utilizado para invadir o celular do fundador da Amazon, Jeff Bezos. Voltou a ser notícia, no último domingo (18), quando jornais do Reino Unido e dos Estados Unidos revelaram informações vindas da Forbidden Stories, uma organização sem fins lucrativos de Paris e da Anistia Internacional.

De acordo com as organizações elas obtiveram acesso a uma lista com 50 mil números, provavelmente invadidos pelo programa espião, atingindo ativistas de direitos humanos, advogados, jornalistas e políticos, sendo relacionado, inclusive, à assassinatos de dissidentes.

Como o Pegasus pode ser instalado e age no aparelho da vítima?

O processo de instalação geralmente é executado pelo usuário do celular, ao receber mensagens em SMS ou através de aplicativos com um link ativado por ele.

No entanto, novos métodos desenvolvidos pelo NSO Group permitem que o malware seja ativado sem qualquer ação da vítima. Conhecidas como “Zero clique”, essas invasões não deixam rastros e se utilizam de falhas de segurança ainda desconhecidas por pesquisadores e empresas, bastando apenas o envio de uma mensagem, por exemplo.

Ao invadir o dispositivo, o Pegasus é capaz de espioná-lo, monitorando remotamente, ou seja, à distância, as comunicações de SMS, voz e vídeo e localização GPS. Como se não bastasse, ainda consegue ler os conteúdos de aplicativos mensageiros, como o WhatsApp, independente se possuem criptografia, já que o malware “registra” todo o conteúdo que aparece na tela.

O que diz o NSO Group?

De acordo com a criadora do Pegasus, não existe uma lista de alvos em potencial sob seu controle. Já, em relação ao software, ela afirma que o comercializa apenas para agências governamentais aprovadas por Israel, sendo utilizado para perseguir terroristas e grandes criminosos.

Pronunciamento de Pavel Durov a respeito do caso

A repercussão sobre o Pegasus ocasionou até mesmo o pronunciamento de Pavel Durov, em seu canal no app Telegram.

Durov destaca a participação das gigantes Apple e Google, como sendo partes do programa de vigilância global. Com isso, elas permitem que agências dos EUA acessem, através dos chamados backdoors, informações em qualquer smartphone do mundo, semelhante ao que está ocorrendo no caso do Pegasus.

O NSO Group, ao vender acesso a ferramentas de espionagem, como Pegasus, permite a terceiros, ou seja, pessoas de dentro das agências governamentais, hackear milhares de celulares.

O próprio Durov afirma ter sido alvo de tais ferramentas. Para ele, o problema nem está nesta questão, já que ironicamente diz não ter nada de importante, em seu dispositivo, para ser encontrado. O problema é que tais ferramentas foram contratadas para espionar 14 chefes de estado.

Ele chama a atenção à necessidade de os governos agirem logo contra o duopólio Aplle-Google no mercado de smatphones, obrigando essas empresas a abrir seus ecossistemas fechados, favorecendo a competição. Do contrário, continuarão o aumento nos custos e ações que violam a privacidade e liberdade de expressão de muitos, inclusive dos próprios funcionários do governo.

E aí? Já tinha ouvido falar do Pegasus? Sobre a questão apontada por Durov, você acredita que os políticos, sendo alvos das ferramentas de espionagem, mudarão de ideia? Escreva aqui nos comentários!

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