Recurso de aceleração de áudios do WhatsApp: como sua utilização inadequada pode causar prejuízos à saúde da população

Muitas pessoas julgam a tecnologia, como sendo a grande vilã da sociedade de hoje. Isso não é verdade. Os resultados de sua utilização são frutos da maneira como as pessoas se relacionam com ela e não a sua finalidade em si.

Em entrevista concedida ao programa Marco Zero, do H2FOZ e da Rádio Clube FM, a psiquiatra Regiane Kunz fala sobre a relação entre o recurso de aceleração de áudio, lançado recentemente pelo WhatsApp e o impacto de sua utilização na saúde da população.

Segundo Kunz, a opção de acelerar os áudios recebidos, se utilizados de forma incorreta, pode intensificar doenças como a ansiedade e prejudicar ainda mais as relações pessoais, já tão abaladas por hábitos ruins, como o de fazer todas as atividades diárias com pressa.

As questões levantadas pela psiquiatra vêm ao encontro de dados apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que mostram o brasileiro entre os povos mais ansiosos do mundo.

Sobre a aceleração dos áudios no WhatsApp e as relações humanas, Kunz afirma: “A gente acelera tudo, em vários contextos: vídeos, áudios…Daqui a pouco, quando a pessoa estiver na sua frente, não saberá lidar com quem fala um pouco mais devagar. É um problema sério, pois nem sempre o outro consegue ser rápido e objetivo”.

Para a psiquiatra, as pessoas se comunicam também através do tom de voz, das pausas que realizam e tudo isso é perdido quando a mensagem é acelerada, “fica tudo meio mecânico, robotizado. As pausas, a maneira como a gente fala também comunicam em relação como está se sentindo e o que está se esperando do outro. Essa parte vai sendo perdida, e isso é muito ruim”.

Ao fazer tudo com pressa e, muitas vezes, movidas pela ansiedade, as pessoas deixam de viver o momento presente, o que inclui o contato estabelecido com o próximo até mesmo durante as trocas de mensagens pelo aplicativo.

Kunz ressalta a necessidade de se valorizar o presente e adotar práticas balanceadas: “Dá para inserir na rotina momentos para fazer as coisas de forma mais devagar, preservando aqueles que são mais importantes uma boa refeição com a família, exercitar e aproveitar o contato com a natureza. Sempre fazendo o balanço para não passar o tempo inteiro em uma vida que é meio artificial”.

O que achou sobre a relação apontada pela psiquiatra, entre a utilização do recurso de aceleração de áudios e os possíveis resultados prejudiciais à saúde das pessoas? Conte pra gente nos comentários!

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